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 A Nova Era

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Immperius
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MensagemAssunto: A Nova Era   17/07/15, 11:15 am

Um Orc pálido vaga na calada da noite, tropeçando e perdido em suas angustias. Quantas vezes mais eles iriam ver seu passado se repetir? Quantas vezes mais eles levariam tragédia e morte por onde passavam? ...
A manhã do dia 2 foi fria no Monte Immperius, simbolo de orgulho para aqueles que nela ainda viviam, pois era a montanha que se curvara a vontade de seu estimado Chefe Guerreiro. Nas primeiras horas matutinas, o chamado de Ghull'dan ecoara pela cavernosa paisagem que outrora fora uma imponente montanha ao sul do reino humano de Amodos.
Ghull'dan - Um orc de aparência desgastada, braços e pernas finos aos ossos, e pele verde musgo, caminhava cansado pelas ruínas do castelo, descoberto por acidente por seu inspirador, seguia para a sala do conselho, como seu antigo novo irmão costumava chamar... Irmão, palavra essa que ele jamais pensaria em atribuir novamente sem ser aos outros 4 malditos que vagam por entre as eras junto com ele...
A sala era como uma cozinha, ou uma sala de convivência de uma residencia de médio porte, Havia uma mesa de mogno escovado no centro, 5 cadeiras luxuosas do mesmo material, cada uma ornamentada com os símbolos tribais que outrora moveram legiões inteiras de soldados orcs, e do lado oposto a mesa, como que de proposito para que seu ocupante pudesse ver com facilidade, e ser igualmente visto, o trono gêmeo recém construído, em ouro e peças de ferro orc que eles carregavam das antigas guerras, ostentando seus dois lugares, um, forrado em um tecido vermelho, mais macio que a brisa de uma manhã de verão, o outro, em couro curtido de feras, pelas técnicas que eles mesmas técnicas passadas por eles, de como produzir as coberturas mais simples, destinadas para a produção de consolo aos menos guarnecidos de bens e posses... Fora isso apenas uma fornalha decorava o comodo, uma lareira de 4 metros de altura, que dava a ver que ali um dia fora uma cozinha destinada a produzir a nutrição de centenas de vassalos.
Poucos minutos se passaram entre o chamado do velho orc, e a chegada dos seus camaradas de destino, que, em uma ordem quase que cadenciada, adentraram ao comodo.
O primeiro deles, como sempre, foi Grom'mash Grito Infernal, um corpulento orc avermelhado, dotado de poderosos músculos e um olhar tão afiado quanto uma adaga.
Seguido por Garrosh Grito infernal, seu primogênito, igualmente imponente, mas com um olhar amargo, como se a muito tivesse cometido um pecado imperdoável, mesmo a sua própria visão.
Kil'rogh, um jovem xamã, de pele castanha, com seu único olho penetrante como a investida de uma lança, sendo mais perturbador que a orbita vazia do lado esquerdo de seu rosto, onde antes havia o par de seu olho cor de âmbar.
E por fim Kar'rat, que sempre renega seu nome, dizendo que prefere ser chamado de mão partida, um orc pálido, de pele acinzentada, esguio em comparação a seus antecessores, porem ainda dotado de uma musculatura poderosa e potente.
Apos todos tomarem seus assentos, um silêncio mortal se seguiu, estendendo-se por longos minutos, até que Ghul'dan irrompe o silêncio, ao se lembrar que a cadeira do chefe guerreiro, permaneceria vazia.
Ghul'dan- Irmãos, hoje temos uma noticia difícil de se lidar, e não poderemos deixar passar o momento. A pedido de Kar'tar, nos reunimos hoje, tome a palavra Mão partida...
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MensagemAssunto: Re: A Nova Era   17/07/15, 12:00 pm

khar'rat-Irmãos, trago lhes noticias derradeiras. Nosso chefe guerreiro, esta morto, como todos sabem, mas os problemas vão bem alem disso.
Com um peso na voz, como se estivesse com algo entalado na garganta, o orc palido passa aos outros senhores da guerra, os detalhes obtidos de sua infiltração no reino de Amodos, durante o pronunciamento do novo líder da lótus.
Garrosh- Entendo as razões deles, mas Immperius se mostrou um orc de alma, um guerreiro tão valoroso quanto qualquer um dos nomes que embalam as lendas de nosso povo, e por direito, seu corpo deveria ser entregue a nós, para ser queimado no altar da tempestade, para que sua alma possa alcançar a eternidade...
Grom'mash- Cale-se Garrosh, deixe Mão partida terminar... prossiga...
Khar'rat- Apesar de ter havido um velório breve antes do discurso do homem dragão, persebi que mesmo eles não tem os corpos de seus finados, então não é por desrespeito que eles não nos enviaram a mortalha, mas por falta de um corpo a ser sepultado. Porem o assunto que quero tratar é outro, é em relação aos companheiros de nosso finado companheiro...
Ghul'dan- O dragão poderia ser aproveiado, com seus ossos eu poderia realizar um ritual para trazer nosso chefe guerreiro de volta, mais poderoso do que ele mesmo possa imaginar e...
-NÃO, ISSO NÃO SERÁ TOLERADO GHUL'DAN, A MACULA DE SUA MAGIA NEGRA NÃO MANCHARA O NOME DE IMMPERIUS, E SEUS FEITIÇOS NÃO COLOCARÃO ESSA TERRA EM RISCO !
Com espanto todos olham para a cadeira de Kil'rogh, o orc xamã, normalmente a pilastra da razão entre eles, nunca havia se alterado assim, e ele prosseguiu, agora, retomando o controle da sua voz...
Kil'rogh- O garoto foi uma existência unica, como nunca vimos antes, seu ser brilhava com uma luz igualmente poderosa a dos paladinos de draenor, porem com uma intensidade mil vezes maior. Ele trazia uma alegria e paz a nossas vidas a muito esquecida por nós, então se alguma homenagem for feita a ele, que seja como ele, algo simples, mas resistente, para que dure eras.
Quanto ao dragão e o ferreiro, eles devem ser acolhidos por nós, se esta for a vontade deles.-
Após alguns segundos de silêncio, Grom'mash se pronuncia, pela primeira vez em um conselho:
Grom'mash- E a fêmea humana? O que faremos com ela?
Kha'rat- O destino dela não é de escolha dela, mas nosso, assim como todos os outros aprendizes dos deuses, ela também será banida do reino humano. Ela será escoltada até aqui, e depois, não mais poderá voltar.
Ghul'dan estava pensativo... Na cultura dos orcs, quando um chefe guerreiro morre, normalmente sua esposa se queima em sua pira, para que nunca se afaste de seu protetor, mas a garoa é humana, e eles tem costumes estranhos e diferentes quanto a isso.
Ghul'dan- Acho que a questão a ser debatida seria, na verdade, o que vale mais para nós, a cultura que carregamos por vidas infindáveis, ou a vontade daquele, que, acho que falo por todos, foi como um farol de luz e esperança em nossas vidas envoltas em dor e trevas?
Garrosh olha apreensivo para seu pai, que apesar de confuso, lhe retribui o olhar, mostrando que agora sim, é a hora de falar. O orc se levanta, e inicia sua declaração:
Garrosh- A garota pode ser nova, mas é, indiscutível que ela é a pessoa que conquistou Immperius, fazendo sua vida brilhar mais que os 3 sóis de Draenor. Se ela será mandada até nós, eu a receberei como uma rainha do trovão, e minha vida será uma arma de sua vontade, não me importarei com as injurias ou penitências que esta escolha me trará, mas agirei com ela, como agiria com seu finado marido, minha vida pertencerá a ela.
Grom'mash se levante e fala, apoiando sua mão direita no ombro do filho, que começava a parecer inseguro de suas palavras. -Então, essa rainha terá dois protetores, pois se ela vale a força de meu filho, não abandonarei esta nova familia, sangue e trovão.
Kha'rat- Nenhum espião colocara esta rainha em risco, pois meus olhos e minha lamina estarão a seu serviço. - Completa o orc, apoiando a unica mão no ombro de Grom'mash.
Ghul'dan- Então cabe a mim, como ancião desta tribo, ensinar e guiar nossa rainha.- Diz o orc, se apoiando no ombro do orc palido.
Kil'rogh- Então devo seguir com vocês nesta jornada pelo tempo, já que pela primeira vez em nossas várias vidas, lutamos por alguém, e não por interesses pessoais.- Completa o xamã, apoiando gentilmente a mão no ombro do velho bruxo, e apoiando a outra mão, firmemente no ombro de Garrosh.
Juntos eles gritam o lema dos orcs, fazendo-o ecoar pelas estepes que separam Amodos de Orgrimar.
Ao fim da reunião, uma pequena refeição é servida, pela primeira vez, em muito tempo, eles comem em silêncio, sem o som das risadas, ou das discussões e brigas, normalmente entre Immperius e Garrosh, que culminavam em uma troca de socos, e sempre terminava em gargalhadas de todos.
Com o fim da refeição, todos se dividiram para os reparos do castelo, e para preparar as acomodações para sua nova hospede, que de longe, requer mais cuidados que seu antigo companheiro.
Durante os trabalhos, apesar da concentração e da quantidade exorbitante de coisas a fazer, eles ainda se pegavam olhando para o vazio...
Garrosh- Vc morreu, meu novo irmão, mas apenas em corpo... Seu espirito jamais se perderá, jovem, porém sábio, Chefe Guerreiro Immperius...
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